sábado, 21 de julho de 2007
A Witness
This young man lives near the airport in São Paulo, and he has a lot to say (postagens de 17 e 21 de julho de 2007):
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http://expirou.blogspot.com/search/label/avia%C3%A7%C3%A3o
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Misinformation Strikes Again!
I couldn't find an article about it until this morning.
In fact, there was no banner at the airport.
And no U.S. athlete held such a banner.
Apparently, in an office of the U.S.O.C., in Rio, a "media" employee of the U.S.O.C. wrote this phrase on a whiteboard in the office, which he claimed was a reference to the warm climate here.
There is an article (which is reproduced in its entirety below) about this on the site of msnbc at this link:
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http://www.msnbc.msn.com/id/19651797/
These are links to articles in Portuguese on the subject:
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http://odia.terra.com.br/pan2007/htm/geral_109100.asp
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http://www.bestswimming.com.br/blog/index.php?itemid=2663
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http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL65581-3853,00.html
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http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL66108-3853,00.html
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http://oglobo.globo.com/esportes/pan2007/mat/2007/07/07/296679916.asp (the comments below this article are fascinating)
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Look, there was no comparison made between the countries of Brazil or the Republic of the Congo. A guy walked into a hot, humid office in Rio that had the air conditioner turned off. We North Americans have all grown up watching innumerable Tarzan movies, and in extreme humidity we are very likely to think of an African jungle named the Congo, and not the Amazon jungle. There was no insult to Brazil here. But it is assombrado how something like this can be blown out of proportion by the press here. You know, the Brazilian press has a lot to answer for.
This all reminds me of the hoax, circulating here in Brazil, that claims that American children are being taught that the Amazon rainforest belongs to the U.S.
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A few years ago, an e-mail went all over Brazil, and it included an image of what was purported to be a page from a history textbook teaching that the Brazilian rainforest belonged to the Americans. I could not believe how many intelligent people fell for that immediately, in much the same way that they also immediately believed that the American pilots of the Legacy jet involved in the crash last year were doing loop-'d-loops over the Amazon jungle. Incredible! On close examination of the image of the hoax, it was very easy to discern that the English of the page from the "textbook" contained many errors commonly made by Brazilian students of English, for example, in the very first paragraph, the incorrect use of the verb "to pass." A couple of weeks ago, I discovered that one of my former students is still under this misapprehension, as are all of the students in her classes -- she teaches at a secondary school. (So, I taught her the word "hoax.")
' "Welcome to the Congo!" sign forces U.S. to apologize to Brazil
SAO PAULO, Brazil (AP) -In a joke that made Brazilians cringe and forced the United States Olympic Committee to apologize, "Welcome to the Congo!'' was marked on a whiteboard at the USOC's office at the Pan American Games.
A photograph of the phrase in the office in Rio de Janeiro was published on the front page of Rio's O Globo newspaper on Saturday with a headline saying the joke was "full of prejudice'' as American athletes arrive to compete in the games, which start on Friday.
Rio Mayor Cesar Maia told CBN Radio it created a controversy in a nation that is extremely sensitive about being compared to much less developed countries.
The USOC issued a "deep apology to the people of Brazil and Rio de Janeiro'' in a statement on Saturday, and said the worker who wrote the phrase was disciplined and was no longer a member of the U.S. delegation. The person's name was not disclosed.
USOC officials also apologized in person to Maia, senior officials of the Brazilian Olympic Committee, and the Pan American Sports Organization.
The picture showed USOC media employee Kevin Neuendorf in front of the whiteboard with the phrase, and the story quoted him as saying it was written because "it's really hot in Rio.''
O Globo expressed doubt about the reason, noting that it was winter in Rio and the USOC office had air conditioning.
The newspaper also produced a full-page graphic showing a map of the globe, pointing out Congo and Brazil with bright red arrows with a headline in English and Portuguese, saying "Watch and Learn.''
About 5,500 athletes from 42 countries are expected at the July 13-29 games, as well as 2,000 delegation members, 3,000 journalists and 15,000 volunteers.'
Feliz Dia do Amigo!
My dear friend, Fabiana Tanajura, sent this scrap to me. I don't know the author's name, but it is quite nice:
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos pra sempre.
Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Feliz Dia do Amigo!
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Time to Say Goodbye
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And more Paul Potts at these links:
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http://www.youtube.com/watch?v=gb_GsJfz3u4
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http://www.youtube.com/watch?v=5BtBo9X5-aQ
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Arnaldo Jabor speaks from his heart
Alguma coisa delicada desaparece no Brasil de hoje
....No corredor da casa de minha infância, no Rocha, na antiga Rua Guimarães, hoje Almirante Ari Parreiras, no fundo do corredor brilhava uma pequena imagem de Santa Terezinha do Menino Jesus, que minha mãe adorava. Com uma braçada de rosas no peito, um crucifixo na mão esquerda, ela está até hoje aqui, agora, na minha mesa, ao lado do computador. Não tem mais que um palmo de altura, está descorada pelo tempo, mas, na época, ela era fosforescente. Sim, uma tinta especial dava-lhe uma aura esverdeada que iluminava fracamente o fundo do corredor tão longo, como uma promessa de milagre, de esperança. Olho a pequena estatueta na minha mão. É tão pobrezinha, de massa, mas veio da França -- vejo no pedestal. O rosto da santinha está quase apagado, mas seus olhos são nítidos, dois pontos negros fixados no chão, a cabeça baixa, triste, não por ela mesma, mas como deprimida pelo mundo organizado à sua volta, nos objetos de minha mesa: o roteador wireless, o cellular carregando, os fios do iPod, numa estranha convivência que a faz, coitadinha, inatual e deslocada.
....Depois, no fim das matinês, esperava, como um pedinte, os fotogramas coloridas, restos de películas que arrebentavam nos projetores a carvão e que o velho projecionista do Palácio Vitória me dava, no caminho de casa. Eu olhava os fotogramas contra o sol, promessas de aventuras, múmias sinistras e rostas de princesas, cavalos a galope e beijos na boca, e eles me levavam para longe da minha rua. Quando passava com meu pai no velho Ford 46 em frente ao Morro da Mangueira, que eu achava sujo e quebrado, eu não entendia aquilo e lhe perguntava por que não "consertavam" o morro, e meu pai não respondia. Eu vivia assim, vendo a vida meio de fora, com medo de cair naquele mundo que eu não entendia, que me era nebuloso, inexplicável.
....Uma outra vez, lembro-me de uma visão melancólica e inesquecível. Nas ruas do Rio, andava um velhinho preto, quase um anão, que tocava discos com canções em 78 rotações numa vitrola: canções românticas, trechos de operetas, valsas vienenses, para ouvintes que lhe pingavam tostões. Chamava-se Camundongo (quem se lembra?) e tinha um velho caminhãozinho, um triciclo que ele improvisara e que ele movia com pedais. Tocava música nas ruas, Francisco Alves, Orlando Silva... por vinténs. Na solidão lírica daquele Camundongo, no assassinato da boneca loura, senti que queria voar para longe, junto aos urubus que via flutuando à distância, "dormindo na perna do vento" como me disse Tom Jobim muitos anos depois. Eu percebi que queria uma outra tristeza, mas não a tristeza geral de todo mundo que eu conhecia. Olho Santa Terezinha aqui na mesa e me lembro disso... Se escrevo sobre essas ínfimas lembranças, não é por falta de assunto, não.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
GUIGNARD!

Guignard, of course, is known for his lightly surreal, dreamy landscapes with gorgeous colors. It is nearly impossible to find a review of his work that does not focus on this. But, to focus on his landscapes is to misapprehend him entirely.



His landscapes were but one aspect of a deeply thoughtful man. His portraiture reveals the true genius of his art, and the complexity of his character.
sábado, 14 de julho de 2007
Both Sides of the Question
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=414IMQ003
Apparently, it was a heated discussion -- there are 187 comments.
terça-feira, 10 de julho de 2007
sexta-feira, 6 de julho de 2007
The Citizen's Voice!
www.avozdocidadao.com.br
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quarta-feira, 4 de julho de 2007
Gente! Por favor! Wake up!!!
OK, I am going to steal, illegally, again, the words of Arnaldo Jabor from page 10 of the Segundo Caderno of O Globo, edition of 3 July 2007.
Lula pensa: "Eu justifico os meios!"
O apoio do Executivo ao Senado ameaça a democracia
...No presidencialismo de coalizão, em geral, o presidente fica na mão do Congresso; agora, o Senado ficou na mão de Lula e contou com seu apoio. Lula acaba de fortalecer o pior lado do Congresso, no apoio que deu a Renan Calheiros, que ameaaçava não votar nada do governo. O PMDB está cobrando agora o apoio que deu ao PT na época do esgoto da "mensalão". Ou seja: escrotidão com escrotidão se paga.
...E o fascinante nisso tude é que Lula se "benefícia" dessa lama do Congresso.
...Apoiado por 65% da população mal informada, Lula exerce um espécie de "despotismo não escalrecido", navegando na política econômica que herdou do FHC (e que ele não é bobo de mexer) e na sorte imensa de governar com o mercado mundial com imensa liqüidez. Ele quer curtir seu mandato, com calma, luxo e volúpia. Aceita a tutela do PMDB e usa uma linguagem com resquícios de esquerda; exala tranqüilidade britânica, saboreando as delícias de seu mandato.
...Lula é responsável, sim, pelo caos do Senado. Sua forma displicente de governar, de não fazer marola, contamina a política toda. Na práctica, o país está sendo governado por um "bonapartismo" cordial, de vaselina, em que um símbolo operário mantém seu charme de marketing sobre a vida social, anulando a vida política.
..."Os políticos são todos uns ladrões" -- pensa o povo -- "mas nosso Lula está acima da política..."
...Para além do oportunismo de Lula e do PT, há também neste governo o mesmo rationale que explicava a distribuição de dinheiro do mensalão. Há um gélido desprezo de homens "superiores" do PT e Lula, em seu narcisismo sindicalista, pela "ética burguesa", o que permite, de cara limpa, numa boa, beijar a mão do Barbalho ou dar força para Renan. "Estamos acima disso tudo que está aí... pois miramos uma 'coisa' maior!" Aquilo que já foi o slogan utópico dos comunas virou o sujo lema da permissividade atual, pois, como não têm utopia alguma, a não ser seus cem mil cargos no Estado, usam-no para manter limpas suas "boas consciências" irresponsáveis que estimulam a corrupção. Assim como os comunas acham que os fins justificam os meios, Lula pensa: "Eu justifico os meios!"
...Lula descobriu que não precisa governar. Basta pairar no "Ibope". Lula recusa qualquer reforma política ou econômica. Em quase cinco anos, ele não fez absolutamente nada, a não ser mamar na herança bendita do FH (que está sendo dilapidada com petistas invadindo o Estado como uma porcada magra no batatal) e prometer planos de crescimento, como o PAC, que, pelo jeito, não sairá do papel, dadas a lentidão patológica da administração e a falta de garra.
...Parafraseando Dora Kramer: quando acabar o mandato, Lula será louvado pelas coisas boas que não fez (e sim FH) e não será criticado pelas péssimas coisas que fez (explosão de gastos, imprevisão, falta de projetos etc...) que vão explodir no colo do sucessor.
...Lula quer o êxtase da aceitação total e vale tudo para isso. Ele substituiu o atraso tradicional por um atraso travestido de novo, um ensopadinho de slogans populistas com um estatismo inchado e falido. Bela vitória do atraso nacional, apoiado por massas que não entendem nada. Lula desmoralizou os escândalos, vulgarizou as alianças.
...Que fazer quando Lula apóia o Renan e põe a mão em sua cabeça, enquanto verbera contra a PF e o Ministério Público? Quando o Collor caiu, ainda existia o escândalo. Havia ainda os "homens de bem da República", havia Barbosa Lima Sobrinho, gente assim, ainda havia o susto, a indignação. E agora? Como vamos protestar? Com as cartas dos leitores? Por um idiota solitário como eu e outros journalistas "fascistas", como nos apelidou o Renan? Está havendo uma espécie de "chavismo" molenga e disfarçado de Lula que estimula essa mixórdia e lucra com ela.
...Há um caos se armando por aí. Não há instrumentos que a opinião pública possa usar para pôr fim, pôr "cobro", como se dizia, a esta espantosa desmoralização da democracia. Alguma coisa de muito grave está se gestando, uma doença, uma terrível crise no ventre do país. Um autoritarismo virá? De quem? Os militares foram na época motivados pela Guerra Fria, pelo medo de comunismo. Um autoritarismo civil? Com quem? Onde está esse homem? Uma onde plebiscitária irrefreável? Mas movida por que maremoto de opiniões? O grave é que os políticos não estão mais se escudando e protegendo apenas por saberem da impunidade que o Poder Judiciário lhes garante. Não. Eles estão adorando nos anestesiar para sempre, eles estão percebendo que, além da impunidade, há o tédio, a banalização do horror, eles descobrem maravilhados a segurança suprema: a permissividade concedida pelo povo. E apoiada pelo Lula. E nós estamos aprendendo a querer pouco.
...A "Veja" de anteontem nomeou os cinco mosqueteiros da ética: Gabeira, Simon, Jarbas Vasconcelos, Demóstenes e Jefferson Peres.
...Deve haver mais, no Congresso. Temos de fazer a lista das pessoas que podem ajudar em um mutirão contra este horror. Dentro e fora do Congresso. Quem? Hoje temos um país deprimido e impotente para reagir, assistindo a um festival horrendo de mentiras (quem viu o show psicótico-melodramático de Roriz na TV?), onde nada de bom acontece nem consola; em suma, um país perfeito para a crise que virá, com o primeiro retrocesso que houver na economia mundial.
...Só Lula e o poder que 65% do povo lhe dão poderiam fazer alguma coisa. Mas, ele não quer aporrinhação. Os crimes do Congresso ficarão sob seu beneplácito de sua realpolitik, nome de guerra para sua preguiça e seu desinteresse.
...Lula não lutará contra nada. A reforma política não virá, reforma alguma virá. O fim da Comissão de Orçamento não virá. As emendas individuais ou de guarda-chuva não acabarão jamais, o Judiciário continuará como está, jamais condenando alguém. Ele não lutará por sua mudança, razão maior de nossas roubalheiras endêmicas. Nada virá, só o imprevisível e, como sempre, tarde demais.

